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	<title>C e b o l @ - Todas as camadas do webwriting &#187; bruno rodrigues</title>
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	<description>Todas as camadas do webwriting por Bruno Rodrigues.</description>
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		<title>&#8212; Sobre fazer coisas diferentes &#8212;</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 13:31:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Rodrigues</dc:creator>
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Para que você entenda a proposta deste artigo, vale uma nova apresentação: sou Bruno Rodrigues, 44 anos, especialista em informação para a mídia digital, há 15 anos no mercado, tenho dois livros lançados sobre webwriting – o terceiro a caminho -, elaborei no ano passado o padrão brasileiro de redação online para o Governo Federal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-626" title="Convite_Vendedor_Email" src="http://www.bruno-rodrigues.blog.br/wp-content/uploads/2011/11/Convite_Vendedor_Email3.png" alt="Convite_Vendedor_Email" width="580" height="749" /></p>
<p>Para que você entenda a proposta deste artigo, vale uma nova apresentação: sou Bruno Rodrigues, 44 anos, especialista em informação para a mídia digital, há 15 anos no mercado, tenho dois livros lançados sobre webwriting – o terceiro a caminho -, elaborei no ano passado o padrão brasileiro de redação online para o Governo Federal e, ao longo de mais uma década, já atendi mais de 40 empresas, entre treinamentos e consultorias relacionadas à redação online e arquitetura da informação. Além disso, este mês lanço meu primeiro trabalho como roteirista de história em quadrinhos.</p>
<p><strong>Oi?</strong></p>
<p><strong>História em quadrinhos?</strong></p>
<p>Eu sei, você deve estar se perguntando: ‘<em>Que p*rra é essa?</em><strong><em> O que esse cara, com o currículo que tem, a posição que alcançou, a grana legal que deve estar ganhando… está fazendo se enfiando com quadrinhos?</em>‘</strong></p>
<p>Por isso, eu entendo a cara de paisagem que muitos amigos fazem quando digo que vou lançar<strong> meu primeiro trabalho como roteirista de hqs no Festival Internacional de Quadrinhos, que acontece este mês, em Belo Horizonte</strong>.</p>
<p>Alhos como bugalhos, parece.</p>
<p>Mas não é bem assim.</p>
<p><strong>Sempre gostei de produzir</strong>. Desde que engrenei na área de Comunicação – a bem dizer, em meados dos anos 90, junto com o primeiro bonde de profissionais da internet brasileira -, <strong>descobri como era maravilhoso trabalhar e ter prazer ao mesmo tempo.</strong></p>
<p><strong>Antes, achava que uma coisa não se misturava com a outra</strong>. Quando me vi produzindo e adorando o que fazia, percebi que era apenas o início.</p>
<p>Eu poderia ter ficado no dia a dia do bom trabalho que consegui na época, mas quis ir além – e <strong>fui espontaneamente procurar onde expandir o prazer que havia descoberto</strong>.</p>
<p>De uma coluna sobre webwriting em um portal veio o convite para dar aulas, dali a vontade de escrever um livro e a ideia de prestar consultoria. <strong>A cada passo dado, o prazer acompanhava o trabalho – como é até hoje</strong>.</p>
<p>Por isso, não entendo quem vê produção como sinônimo de ‘trabalho’ – e na pior concepção da palavra.</p>
<p>Ainda estranho quem começa o ano já contando os dias para o próximo feriado, quem acorda na segunda-feira pensando na sexta-feira, quem vê trabalho – e, portanto, produção – como obrigação: <strong>aquela atividade diária ‘pé-no-saco’ que você é obrigado a aturar para fazer o que você realmente gosta</strong>. O que, na maioria das vezes, passa bem longe de produção.</p>
<p>Eu não encaro desta maneira: ainda quero produzir muito, e trabalhar com informação para a mídia digital é apenas uma parte do que pretendo realizar.</p>
<p><strong>Os quadrinhos me pegaram de surpresa</strong>. Nunca fui especialmente apaixonado por hqs, nunca suportei super-heróis, por exemplo. Mas sempre admirei quem levava a sério o assunto, e por isso, ainda criança, autores como Hergé (‘Tintin’) e Goscinny e Uderzo (‘Astérix’) me chamaram a atenção – e deles li tudo, várias vezes.</p>
<p>Deste ‘levar a sério’ o que mais me fascinava era o respeito que os dois tinham ao contar histórias; por mais simples que fosse o tema, havia lógica, criatividade, coerência. O que, já adulto, reconheceria como <strong>profissionalismo</strong>.</p>
<p>Há cerca de dois anos, totalmente ao acaso, descobri o trabalho dos brasileiros – e irmãos – Fábio Moon e Gabriel Bá. Nos dois, percebi mais uma vez <strong>a visão profissional de contar histórias</strong> que também me fascina em autores como J.K. Rowling: dane-se o que os ‘outros’ acham, o que importa é o leitor.</p>
<p>De início, achei que o processo de trabalho era o que me interessava, até o início deste ano, quando, ao frequentar um curso de Fábio e Gabriel em São Paulo, percebi que havia encontrado a minha (segunda) turma.</p>
<p>Se eu havia trilhado 15 anos para conseguir chegar até onde havia chegado em Comunicação Digital, <strong>era hora de começar mais um caminho, de abrir novas trilhas de produção em outra área</strong> – curiosamente, onde o impresso (ainda) impera.</p>
<p><strong>O cara da redação online fazendo quadrinhos de papel. O mundo dá muitas voltas.</strong></p>
<p>Mas o ‘x’ da questão não é o fato de eu ter criado um ‘lado B’ – a bem da verdade, classe A – de produção, mas o fato de ter me proposto a começar do zero em uma atividade onde, por mais que as algumas pessoas já me conheçam de outras praias e comentem – ‘legal, já li seu livro na faculdade’ ou ‘já ouvi falar de você na internet’ –, <strong>sou um iniciante, alguém que precisa (e quer) ter a humildade de quem está começando</strong>.</p>
<p>Claro que roteiro é escrita, e é justamente nesta área que tenho desenvoltura, mas, acreditem, <strong>o buraco de produzir histórias em quadrinhos – no meu caso, para adultos – é muito mais embaixo</strong>. E mais: talvez pelo fato de eu ser reconhecido em uma área ‘da mesma família’ (texto), isso aumenta ainda mais a cobrança, principalmente a minha.</p>
<p><strong>Em meados de 2012 publico meu terceiro livro sobre webwriting; no final do segundo semestre, lanço minha segunda HQ. É muito trabalho, muito prazer e, querendo ou não, muita coragem.</strong></p>
<p><em>E você, já pensou em começar do zero em uma nova atividade?</em></p>
<p><em>********************************************************<br />
</em></p>
<p>Se quiser saber detalhes sobre a hq ‘O vendedor de esqueletos’, que lanço este mês juntamente com o desenhista João Henrique Belo, <strong>cheque a <a rel="externo" href="http://www.facebook.com/pages/O-vendedor-de-esqueletos-de-Bruno-Rodrigues-e-Jo%C3%A3o-Henrique-Belo/159585990799388" target="_blank">fanpage</a> no Facebook</strong>.</p>
<p>E, ainda <strong>em novembro, vou ministrar o curso ‘Webwriting’ em Curitiba, em parceria com o <a rel="externo" href="http://www.faberludens.com.br/pt-br/curso_webwriting" target="_blank">Instituto Faber-Ludens</a></strong> – participe!</p>
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		<title>&#8212;&#8211; O dom da palavra nas mídias sociais &#8212;&#8211;</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 14:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Rodrigues</dc:creator>
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		<category><![CDATA[mídias sociais]]></category>
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		<description><![CDATA[(Texto originalmente publicado na revista &#8216;Wide&#8217; e na &#8216;Webinsider&#8217;)
Imagine uma sessão de hipnose. Na penumbra, estão um voluntário e você, o mágico. Na sua mão direita, um pêndulo balança incessantemente. Antes que um de vocês perceba, a experiência surte efeito.
Agora transponha a situação para as mídias sociais: você tem a missão de fisgar o usuário, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Texto originalmente publicado na revista &#8216;Wide&#8217; e na &#8216;Webinsider&#8217;)</em></p>
<p>Imagine uma sessão de hipnose. Na penumbra, estão um voluntário e você, o mágico. Na sua mão direita, um pêndulo balança incessantemente. Antes que um de vocês perceba, a experiência surte efeito.</p>
<p>Agora transponha a situação para as mídias sociais: você tem a missão de fisgar o usuário, que está ali de livre e espontânea vontade, e é no uso da palavra que você tem a ferramenta mais eficaz para a tarefa – seu ‘pêndulo digital’, portanto.</p>
<p>Entenda como ‘pêndulo’ o enorme esforço de persuasão que é necessário despender nas mídias sociais para criar a comunicação com o usuário através da palavra – e por isso é essencial saber conversar com os mais diferentes perfis.</p>
<p>E m resumo, todo o esforço de ‘hipnose’ corre o risco de ir por água abaixo se a persuasão não passar de intenção, ou seja, se você não souber fazer o ‘pêndulo’ se movimentar.</p>
<p>Mais uma vez, é bom lembrar: é a palavra que move a persuasão nestes ambientes.</p>
<p>Então, vamos à experiência: palavra como força motora para a persuasão; de um lado, está a informação; do outro, o relacionamento.</p>
<p>O ‘pêndulo’ se movimenta: a informação leva ao relacionamento; o relacionamento leva à informação; a informação leva ao relacionamento.</p>
<p>Um ponto leva ao outro, e quanto mais informação e relacionamento trocam figurinhas, mais a palavra toma força e a persuasão conquista o usuário.</p>
<p>Para lá, pra cá, com rapidez e eficiência.</p>
<p>Que fique claro: informação e relacionamento existem nos dois ambientes mais conhecidos das mídias sociais: redes e microblogs – o que não é novidade para ninguém.</p>
<p>Para que o movimento do ‘pêndulo’ não pare no meio, contudo, é preciso enxergar além do óbvio e perceber que, dependendo do ambiente, é informação *ou* relacionamento quem manda o ‘pêndulo’ de volta.</p>
<p>Em um dos ambientes a informação atrai a palavra, utiliza-a como veículo e manda o ‘pêndulo’ de volta. No outro, é o relacionamento quem usa a palavra e empurra o ‘pêndulo’ para a informação.</p>
<p>Mas em que extremo, em que ambiente manda a informação? E em qual deles o relacionamento dá as cartas?</p>
<p><strong>* Nas redes sociais, o relacionamento leva à informação</strong></p>
<p>É no contato mais próximo possível com uma marca que o usuário conhece seus produtos, serviços e a própria empresa, e nenhum ambiente é tão propício que uma rede. Mas só existe interesse se há informação; e só há informação se os ‘embaixadores’ da marca estão presentes na rede todo o tempo.</p>
<p>É a conversa que gera o interesse pela marca nestes ambientes; quanto mais contato, mais persuasão. Mas, atenção: informação perene e organizada mora em sites, e não em redes – o que não impede que elas *também* estejam lá, é claro. Papo e palavra levam à persuasão, que por sua vez leva à informação, seja onde ela estiver.</p>
<p><strong>* Nos microblogs, a informação leva ao relacionamento</strong></p>
<p>Poucos caracteres e uma precisão cirúrgica sobre o que dizer. Em um post de um microblog, quem faz contato é a informação. O usuário passa rápido, assimila o que quer e o que pode.</p>
<p>Continuidade não existe; a fidelidade só existe na teoria, lá trás, quando o usuário começou a seguir o perfil da marca. Por isso, não conte com encadeamento de ideias. Dê seu recado e continue o trabalho. Dê o que o usuário deseja ali, mesmo, e trabalhe pelo relacionamento. Sempre que possível, encaminhe-o para as redes, onde há mais informação e contato. E, mais uma vez, valorize o site, pois lá estão as informações mais profundas, e – que não caia no esquecimento – as tradicionais ferramentas de relacionamento.</p>
<p>Nunca esqueça: para lá, pra cá, com rapidez e eficiência. O usuário, feliz da vida – assim como você e sua marca -, estará o sob seu controle… <img src='http://www.bruno-rodrigues.blog.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
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