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	<title>C e b o l @ - Todas as camadas do webwriting &#187; Sem categoria</title>
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	<description>Todas as camadas do webwriting por Bruno Rodrigues.</description>
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		<title>&#8212;&#8211; &#8216;Cartilha de Redação Web&#8217; &#8212;&#8211;</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 20:36:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[
No final do ano passado fui contratado pelo Ministério do Planejamento (Governo Eletrônico) para desenvolver o padrão brasileiro de redação para a web, mais especificamente a &#8216;Cartilha de Redação Web&#8217;, que ficou pronta este mês e já está disponível em www.governoeletronico.gov.br (logo na primeira página ou em &#8216;Biblioteca&#8217;) para todo brasileiro, seja profissional, estudante, empresa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-458" title="cartilhaegov" src="http://www.bruno-rodrigues.blog.br/wp-content/uploads/2010/06/cartilhaegov7.jpg" alt="cartilhaegov" width="500" height="335" /></p>
<p>No final do ano passado fui contratado pelo Ministério do Planejamento (Governo Eletrônico) para desenvolver o <strong>padrão brasileiro de redação para a web</strong>, mais especificamente a<strong> &#8216;Cartilha de Redação Web&#8217;</strong>, que ficou pronta este mês e já está disponível em <a href="http://www.governoeletronico.gov.br">www.governoeletronico.gov.br</a> (logo na primeira página ou em &#8216;Biblioteca&#8217;) para todo brasileiro, seja profissional, estudante, empresa, órgão do Governo, acadêmico &#8211; ou até curioso- baixar gratuitamente.</p>
<p>Embora seja fruto de minha dedicação de uma década ao estudo do conteúdo online, que já resultou em <strong>dois livros</strong> e a <strong>citação no &#8216;Dicionário da Comunicação&#8217;</strong>, tudo é fichinha perto da &#8216;Cartilha de Redação Web&#8217;.</p>
<p>Com a Cartilha, estou colaborando, em escala nacional, para disseminar um conhecimento que se confunde com minha vida profissional e que, tenho certeza, será de <strong>grande valia para quem produz conteúdo em português</strong> para a web nacional.</p>
<p>Mais que isso, é uma forma direta e objetiva de <strong>melhorar a maneira como os sites governamentais oferecem informações e serviços</strong> aos cidadãos &#8211; foi este, de fato, o grande motivador para a equipe do Governo Eletrônico (e-Gov) criar os &#8216;Padrões Brasil e-Gov&#8217;.</p>
<p>Quanto mais, por exemplo, as equipes dos órgãos do Governo brasileiro dominarem técnicas de redação para a web, <strong>mais clara, eficaz e simples</strong> será nossa relação com os sites da esfera pública.</p>
<p>Nada do que produzi para o material é teórico, cada item é reflexo de boas práticas de mais de uma década na relação conteúdo e leitor, governo e cidadão. <strong>Tudo foi pensado, checado, avaliado e revisto dezenas de vezes</strong>.</p>
<p>A Cartilha passou pela visão crítica do Governo Eletrônico e, ao final, foi colocada <strong>um mês em consulta pública</strong>, para que todo e qualquer brasileiro pudesse dar sua sugestão.</p>
<p>Um ponto fundamental: os documentos produzidos pelo e-Gov <strong>não são regras, e sim um conjunto de sugestões</strong> de como a web Brasil pode ficar ainda melhor, a começar pelos sites do próprio Governo.</p>
<p>Poucos são os países que realmente se preocupam com a relação com seus cidadãos via internet &#8211; Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Canadá são exceções.</p>
<p><strong>Fazemos agora parte deste time.</strong></p>
<p>Dizer que estamos dando um passo significativo com a criação de padrões para a web é pouco. Para a nossa relação com os governantes, é muito mais que isso, pois, a partir daí, <strong>tudo pode mudar</strong>. Para o mercado brasileiro de Comunicação Digital, é um avanço que <strong>não imaginávamos que seria feito tão cedo</strong>. Para os profissionais, é um norte, concordemos ou discordemos com as sugestões &#8211; <strong>mas é um norte</strong>.</p>
<p>Desta forma, conto com vocês na divulgação da Cartilha!</p>
<p><strong>Muito obrigado</strong>! <img src='http://www.bruno-rodrigues.blog.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>&#8212; Cursos (2o semestre) &#8212;</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 18:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem mora no Rio de Janeiro e em outros estados, seguem as datas de cursos que irei ministrar nos próximos meses.
Qualquer dúvida, estou à disposição!
Uma boa novidade: os cursos do Rio serão, a partir de agosto, ministrados no Centro, pertinho do metrô da Cinelândia.
16/08 &#8211; Curso &#8216;Webwriting e Arquitetura da Informação&#8217; [a distância]
Minha primeira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para quem mora no Rio de Janeiro e em outros estados, seguem as datas de cursos que irei ministrar nos próximos meses.</p>
<p>Qualquer dúvida, estou à disposição!</p>
<p><strong><em>Uma boa novidade: <span style="color: #0000ff;">os cursos do Rio </span>serão, a partir de agosto, ministrados no Centro, pertinho do metrô da <span style="color: #0000ff;">Cinelândia</span>.</em></strong></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>16/08</strong></span> &#8211; <span style="text-decoration: underline;">Curso &#8216;Webwriting e Arquitetura da Informação&#8217;</span> [a distância]</p>
<p>Minha primeira turma de EAD em <span style="color: #000000;">Webwriting e Arquitetura da Informação. A ideia é proporcionar </span>a <strong>melhor experiência e o melhor conteúdo possíveis aos alunos</strong>. <em>Mais informações via ead@facha.edu.br.</em></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">17/08 </span></strong>- <span style="text-decoration: underline;">Curso &#8216;Webwriting e Arquitetura da Informação&#8217;</span> [Rio de Janeiro]</p>
<p>Será a <strong>71a edição</strong> do meu curso no Rio, que está completando <strong>dez anos </strong>em 2010. <em>Faculdades Integradas Hélio Alonso, prédio do Instituto Brasileiro de Cultura Hispânica, Rua das Marrecas, 31, Centro (Cinelândia). </em><em>Mais informações em <a href="http://www.facha.edu.br/extensao/cursos/2010/webwriting_arq_informacao.asp">Curso &#8216;Webwriting e Arquitetura da Informação&#8217;</a>.</em></p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">19/10 </span></strong><span style="color: #000000;">- <span style="text-decoration: underline;">Curso &#8216;Arquitetura da Informação &#8211; Módulo Avançado: Etapas de um Projeto &amp; Visão de Mercado&#8217;</span></span> [Rio de Janeiro]</p>
<p>Para quem já fez o <strong>módulo básico</strong> de Arquitetura da Informação e/ou necessita entender como se lida com um <strong>projeto em Arquitetura da Informação</strong> e<strong> </strong><strong>deseja</strong> <strong>ter</strong> <strong>contato com &#8216;feras&#8217; da área</strong>. <em>Faculdades Integradas Hélio Alonso, prédio do Instituto Brasileiro de Cultura Hispânica, Rua das Marrecas, 31, Centro (Cinelândia). </em><em> </em><em>Mais informações em </em><span style="color: #cc99ff;"><a href="http://www.facha.edu.br/extensao/cursos/2010/arquitetura_informacao.asp"><em>Curso &#8216;Arquitetura da Informação &#8211; Etapas de um Projeto &amp; Visão de Mercado</em></a></span><em><span style="color: #cc99ff;"><a href="http://www.facha.edu.br/extensao/cursos/2010/arquitetura_informacao.asp">&#8216;</a></span>.</em></p>
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		<title>&#8212; Entrevistas &#8212;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 18:35:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Duas boas entrevistas que dei nos últimos dias eu transcrevo aqui &#8211; ambas  ótimas, com perguntas bem inteligentes e que respondi com prazer!
BLOG DA EMPRESA DE CONTEÚDO &#8216;VOGG&#8217;, DO RIO DE JANEIRO
Bruno Rodrigues e o “conteúdo totalflex”
Por Gabriela Bittencourt 
A tecnologia e as novas formas de consumo de conteúdo que ela possibilita exercem uma influência [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas boas entrevistas que dei nos últimos dias eu transcrevo aqui &#8211; ambas  ótimas, com perguntas bem inteligentes e que respondi com prazer!</p>
<p><strong>BLOG DA EMPRESA DE CONTEÚDO &#8216;VOGG&#8217;, DO RIO DE JANEIRO</strong></p>
<h2><a title="Permalink to Bruno Rodrigues e o “conteúdo totalflex”" rel="bookmark" href="http://vogg.com.br/bruno-rodrigues-%e2%80%9cconteudo-totalflex%e2%80%9d">Bruno Rodrigues e o “conteúdo totalflex”</a></h2>
<div><span>Por <a title="View all posts by Gabriela Bittencourt" href="http://vogg.com.br/author/gabriela-bittencourt/">Gabriela Bittencourt</a></span> <abbr title="2009-11-13T13:56:21-0200"></abbr></div>
<p>A tecnologia e as novas formas de consumo de conteúdo que ela possibilita exercem uma influência incontestável sobre a atuação dos profissionais de Comunicação. Nossa atividade não é mais regida pela lógica do jornalismo tradicional de redação. E hoje, além dos usuários ativos que produzem muito conteúdo e saem distribuindo através de diversas plataformas, nós, comunicadores por formação, estamos disputando mercado com profissionais de outras áreas.</p>
<p>E para comentar sobre esse assunto que deixa muita gente por aí de cabelo em pé, conversamos com o prestigiado Bruno Rodrigues, Consultor de Informação e Comunicação Digital e autor de Webwriting – Redação &amp; Informação para a Web, cuja nova edição está prevista para sair em breve. Em um papo rápido, Bruno coloca sua opinião sobre como se deve produzir conteúdo atualmente e apresenta suas expectativas para o futuro da Comunicação na Era Digital.</p>
<p><img style="margin: 10px;" title="Bruno_Rodrigues[1]" src="http://vogg.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Bruno_Rodrigues12-199x300.jpg" alt="Bruno_Rodrigues[1]" width="199" height="300" align="left" /> <strong>Como as novas formas de consumo de conteúdo influenciam na maneira de produzir?</strong><br />
Hoje, pensar e produzir conteúdo é criar materiais que não criem amarras com uma mídia específica, mas que ao mesmo tempo seja possível trabalhá-los em várias plataformas. É o que chamo de ‘conteúdo totalflex’. Nunca, no processo de criação de conteúdo, houve tanta necessidade de aliar imaginação e conhecimento às limitações e possibilidades tecnológicas. É uma tarefa que, obviamente, não é para qualquer um.</p>
<p><strong>Com base nas mudanças na distribuição e produção de conteúdo, quais as suas expectativas para a Comunicação e para a atuação dos profissionais da área?</strong><br />
Os profissionais desta área estão próximos da desvantagem. Como este mercado supervaloriza a prática, o conhecimento é visto como necessidade secundária. Por isso, profissionais de outras áreas e que se fiam mais pelo que aprendem na Academia, como bibliotecários, analistas de sistemas e engenheiros, estão preenchendo vagas que poderiam ser de jornalistas e publicitários. Mas o jogo nem está na metade – ainda dá tempo para virar o placar.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>BLOG &#8216;PUBLIMINAS&#8217; (PUBLICIDADE MINEIRA)</strong></p>
<p>quinta-feira, 5 de novembro de 2009</p>
<h2><a href="http://publiminas.blogspot.com/2009/11/entrevista-com-bruno-rodrigues-pioneiro.html">Entrevista com Bruno Rodrigues, pioneiro em webwriting no Brasil</a></h2>
<p>João Marcelo (<a href="http://twitter.com/jonesmeira">@jonesmeira</a>), redator web da <a href="http://www.solutioncom.com.br/">Solution</a> e colaborador do blog, entrevistou Bruno Rodrigues, pioneiro em webwriting no Brasil, um dos maiores especialistas em informação para a mídia digital da América Latina, e o terceiro a escrever um livro sobre o assunto no mundo (Webwriting – Redação e informação para a Web). O começo de tudo, redes sociais, novas tecnologias e até uma cutucada no escritor português, José Saramago. Confira:</p>
<p><span style="font-weight: bold;">1 &#8211; De onde nasceu seu interesse pela internet e pelo webwriting, em tempos onde os dois ainda engatinhavam?</span></p>
<p>Sempre fui muito ligado à tecnologia e comunicação, mas em meados dos anos 80, quando fiz vestibular, não havia como mesclar estas duas atividades e transformá-las em uma profissão. O microcomputador tinha acabado de ser criado, e a web só nasceria no final daquela década. Meu teste vocacional apontou informática e jornalismo, e cheguei a pensar: &#8216;o que vou fazer, escrever manuais para computadores?&#8217;. A bem da verdade, era só uma questão de tempo, meu grande aliado.</p>
<p>Quando me conectei à internet pela primeira vez, em 1995, pensei: &#8216;como profissional de comunicação, como posso atuar nesta área?&#8217;. E, é claro, foquei em redação. Na época, participava de duas listas de discussão sobre web e começaram a abordar o assunto ‘texto na internet’. Ninguém ali, óbvio, tinha experiência, mas todos estavam começando a tentar trabalhos na área &#8211; eu era um deles. Como havia conseguido trabalho como freelancer em assessoria de imprensa para um provedor de acesso, um dos sócios da empresa me ofereceu a oportunidade de escrever textos para os sites dos clientes. Como já havia reunido material razoável sobre o assunto, aceitei o desafio &#8211; foi assim que comecei.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">2 &#8211; Algumas pessoas pensam que o webwriting apenas cria textos para a web. Quais as principais funções desse profissional?</span></p>
<p>Lidar com os vários formatos da informação no ambiente digital: foto, ícone, vídeo, tabela, áudio, gráfico e, é claro, texto. O bom webwriter, por mais que receba uma informação em formato texto, deve raciocinar: &#8217;será que, nesta camada do site, é em texto a melhor forma de tratar a informação?&#8217;. Às vezes sim &#8211; em camadas mais superficiais -, às vezes não &#8211; em camadas de detalhamento. Além disso, é preciso entender que a &#8216;persona&#8217; redator do webwriter só deve atuar quando necessário. Costumo dizer que, na verdade, quando o webwriter lida com texto, ele é &#8216;gestor da informação digital&#8217;, e não redator. O redator é amante da frase, o gestor da informação digital é amante da palavra, que é a chave para tudo, hoje em dia, na internet. A palavra é sinalizador, ponte, definição, auxílio – mas passa bem longe da função de expressão, que é o que uma frase procura.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">3 &#8211; Com as novas tecnologias, as milhões de possibilidades que nascem todos os dias na rede, como fica a formação e a qualificação do webwriting?</span></p>
<p>O webwriter é o profissional que lida com a informação no meio digital, e ponto. Atrelar esta função ao jornalista, à beira da segunda década do século XXI, é uma visão muito limitada da atividade e das oportunidades de mercado. Existe uma quantidade enorme de profissionais de Letras e Biblioteconomia atuando na área no mundo inteiro, por exemplo. Claro que o profissional que lida com texto supera outro que não tenha intimidade com a escrita, mas é apenas o ponto zero para a qualificação de um profissional. A verdade é que temos, atualmente, até engenheiros e analistas de sistemas que se destacam na área. Esta mistura de conhecimentos é fascinante &#8211; e eficaz, não duvide.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">4 &#8211; Qual a sua opinião sobre o conteúdo – profissional ou amador – gerado na/para web, e a forma como as pessoas estão consumindo informação na rede?</span></p>
<p>Muito do que se produz na web é lixo, mas sabemos que existe muito material elaborado diariamente em blogs que possui um nível excepcional, por exemplo. Já sabemos distinguir o joio do trigo, e não vejo isso mais como algo crítico para a credibilidade da web, como acontecia há alguns anos.</p>
<p>O consumo de informação na Rede é algo bastante complexo. Informações absorvidas de uma página web competem com outros aplicativos abertos no computador, como comunicadores instantâneos, processadores de textos e planilhas, só para dar um exemplo. Além disso, raramente navegamos com apenas uma página aberta, revezamos entre outros sites e páginas de redes sociais, como facebook e twitter. É uma competição ferrenha entre o que chamará, de fato, a nossa atenção. A multitarefa é muito bonita na teoria, mas péssima como estímulo para o acesso a informações mais aprofundadas. O que fazemos é ficar na superfície dos sites. O &#8216;tesouro&#8217; da informação, que fica em camadas subsequentes e que nos ajudará a criar conhecimento, luta para ser vista. Estudos mostram que é provável que nem a geração millemi um &#8211; que está chegando à adolescência &#8211; saberá lidar com a multitarefa e ao mesmo tempo perceber que o conhecimento não está nas primeiras camadas dos sites, e sim adiante. E é missão do webwriter e do arquiteto da informação trabalhar para isso, não é obrigação de usuário algum saber o que está perdendo.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">5 &#8211; Os primeiros Kindles – leitor de publicações eletrônico da Amazon – estão chegando ao Brasil. Você acha que os jornais impressos irão acabar? Em um futuro próximo, essa pode ser uma preocupação para as editoras de livros?</span></p>
<p>Vão acabar, sim, mas não agora, nem nas próximas décadas. É notório que ainda existe uma resistência cultural de séculos para aceitar que informação digital tem a mesma validade que informação em papel. A impressão é se tem é que a informação digital se esvai no ar, para muitos é difícil aceitar que ela estará, cada vez mais, disponível em rede, acessível de qualquer lugar, a qualquer hora, sem estar acorrentada a maços de papel como livros e jornais. É como se a informação precisasse estar impressa para existir – por isso as próximas gerações ainda lerão jornais em papel e livros impressos, até virar exceção. Nada será tão radical como muitos gostariam, nem lento como alguns têm esperança. O Kindle, o Sony Reader e o Nook são os abre-alas desta era, assim como de jornais de ponta c omo El País e The New York Times e suas versões digitais.</p>
<p>As editoras estão fora da zona de perigo pela qual as gravadoras passaram e de onde saíram gravemente feridas. Hoje, o ponto questão é: a venda de ebooks, bem mais baratos que os de papel, poderia se sustentar como centro de um modelo de negócios? Quanto tempo demoraria para esta fase de experimentação converter-se em lucro real e constante para uma editora? Já se sabe que a voracidade da pirataria em livros digitais é infinitamente menor do que acontece com a música, mas esta seria uma fase passageira? Um grupo de rock pode sobreviver à base de shows e ignorar a troca de músicas via Rede, mas e um escritor, o que ele iria fazer para sobreviver? São questões que precisam ser resolvidas o quanto antes.</p>
<p>Para atrair os leitores para os ebooks, surgem novas tecnologias como os ‘vooks’, livros em que música e vídeos são inseridos em meio aos capítulos, sempre no contexto da narrativa, e com o propósito de ressaltar aspectos da história e dar mais vida a cenários, personagens ou passagens da trama. Vale a pena checar em <a href="http://www.vook.com/">www.vook.com</a>.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">6 &#8211; E as redes sociais? Acredita que as empresas estão caminhando para um uso consciente delas ou ainda falta muito? Pode citar exemplos?</span></p>
<p>Sim, vejo o ano que vem como definitivo para a sedimentação deste mercado. Contudo, é preciso acabar com um ruído neste mercado: a proliferação de ‘experts’ em redes sociais. Um expert é aquele que tem experiência o bastante em uma área para se intitular com tal, e estamos falando em um mercado (mídias sociais) muito novo, de cinco, seis anos. Conheço poucos profissionais que, em tão pouco tempo, já merecem este título. A multiplicação de ‘expert instantâneos’ é prejudicial ao mercado, porque eles acabam por criar estratégias equivocadas para os clientes, e os resultados desastrosos mancham a imagem dos verdadeiros especialistas. Profissionais como Cláudio Torres, Nino Carvalho, Roberto Cassano e Juliano Spyer não merecem isso.</p>
<p>Poderia dar exemplo de grandes empresas e cases famosos em mídias sociais, mas prefiro citar o trabalho de ‘formiguinha’ que editoras brasileiras como Intrínseca e Ediouro estão realizando com seus leitores. A Intrínseca, em especial, tem sido feliz em agir de maneira certa e contar de imediato com o apoio e o trabalho espontâneo de seu público. É bonito de se ver.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">7 &#8211; Sobre o Twitter, José Saramago disse: “Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”. O que você acha dessa afirmação do escritor português?</span></p>
<p>Péssima. As gerações que estão à frente das nossas têm obrigação de facilitar o acesso ao futuro, e não embotá-lo. José Saramago deveria estimular o uso de novas tecnologias que facilitam a produção de literatura em novas plataformas, e não cobri-las de preconceito. Se procurasse conhecer mais o twitter, saberia que a limitação de 140 caracteres é uma questão de estilo, assim como acontece com a produção de textos para qualquer outra mídia. Caso eu encarasse escrita da mesma forma que ele critica os ‘grunhidos’ do twitter, poderia tê-lo taxado de ‘verborrágico’, já que ele tem costume de não usar pontuação em suas obras.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">8 &#8211; Para fechar, dê algumas dicas para os profissionais que têm interesse pelo webwriting ou estão começando na área.</span></p>
<p>O principal é entender que webwriting é mais uma ferramenta dentro do universo do trabalho da informação digital. E, por isso, aprender a lidar com arquitetura da informação, otimização de sistemas de busca, direito digital, acessibilidade e tantos outros assuntos. Mas o principal é perceber que o mercado de trabalho não está nas redações de jornais, mas em áreas como sites de comércio eletrônico e intranets de empresas, por exemplo – aí estão os bons salários.</p>
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