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	<title>C e b o l @ - Todas as camadas do webwriting &#187; comunicação digital</title>
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	<description>Todas as camadas do webwriting por Bruno Rodrigues.</description>
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		<title>&#8212; Para lidar com Comunicação Digital &#8212;</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 20:35:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[comunicação digital]]></category>

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		<description><![CDATA[Na maioria das vezes, nós, profissionais de Comunicação, somos até bem coerentes. Talvez porque lidemos com uma área cercada de subjetividade por todos os lados, precisamos muito bem saber o porquê de cada uma das questões que nos são apresentadas. Mas, quando entramos no terreno do ‘novo&#8217;, somos um zero à esquerda &#8211; haja incoerência.
Afinal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Na maioria das vezes, nós, profissionais de Comunicação, somos até bem coerentes. </strong>Talvez porque lidemos com uma área cercada de subjetividade por todos os lados, precisamos muito bem saber o porquê de cada uma das questões que nos são apresentadas. Mas, quando entramos no terreno do ‘novo&#8217;, somos um zero à esquerda &#8211; haja incoerência.</p>
<p><strong>Afinal, faz algum sentido que profissionais que lidam diariamente com imprevistos</strong>, jogo de cintura e criatividade tenham medo do novo? Caso duvide do que estou falando, então aí vai um exemplo: já virou parte do anedotário tecnológico o perfil de jornalistas que, no final dos anos 80, se agarrava à máquina de escrever em resistência ao recém-chegado computador, como se no ‘tlec-tlec&#8217; estivesse contido o âmago da atividade jornalística, como se um texto jamais se tornasse Texto caso fosse criado em outro tipo de máquina. Era uma espécie de charme, assim como eram as redações envoltas em fumaça de cigarro. Ambos, o cigarro e a máquina de escrever, foram banidos das empresas jornalísticas, mas o que ficou &#8211; vergonha &#8211; foi mesmo o lado (lamentavelmente) antropológico da história.</p>
<p><strong>Repito, haja incoerência.</strong> Pode o mesmo profissional que fez História criando ponte entre o secular Jornalismo impresso e a reportagem televisiva, há pouco mais de cinquenta anos, ainda ter receio da web, mais de uma década após sua criação? Não há mês que eu não receba um e-mail de incômodo, desprezo ou ironia de colegas de profissão que desconfiam da Comunicação Digital.</p>
<p><strong>Para estes, é tudo embromação, enrolação, e não vale a pena prestar atenção ao que acontece neste mercado. </strong>A ladainha é sempre a mesma: para os resistentes, não há nada novo para aprender com a Comunicação Digital, o que se vê por aí são roupagens novas para temas antigos, apenas o meio é que muda.</p>
<p><strong>Não é que concordo? </strong>A área de Comunicação sempre foi e sempre será uma área movida a novas mídias. A cada uma que surge, uma nova geração de profissionais corre para entendê-la e criar a transição entre a mídia anterior e a recém-chegada. Assim foi com o cinema, o rádio, a tevê, a web. O que pode parecer uma correria para entender a aspecto técnico de uma nova mídia é, na verdade, um movimento para tentar retrabalhar o que de fato importa: a transmissão da mensagem, a informação.</p>
<p><strong>Por isso concordo que são roupagens novas para temas antigos. </strong>O que nos torna especiais é nossa capacidade de ‘reimaginar’ a mensagem e levá-la, sempre intacta, do emissor ao receptor, não importa a tecnologia e a mídia.</p>
<p><strong>No rádio, era a voz; na televisão, a imagem; na web, voz, imagem, texto, navegação, interatividade e muito mais. </strong>Mais uma vez, nós criamos a ponte, e fomos bem-sucedidos.</p>
<p><strong>Então, por que ainda há resistência quando falamos em e-mail marketing, redes sociais, jornalismo participativo, conteúdo gerado pelo usuário, twitter, até de blog? </strong>Não gostaria, de coração, que mais uma vez fôssemos incoerentes e que, tal qual o ‘tlec-tlec&#8217; de vinte anos atrás, criássemos uma imagem contraditória do que realmente somos: pioneiros.</p>
<p>*****</p>
<p>Como em todo nicho de mercado, a Comunicação Digital pede do profissional da área atributos que também lhe são exigidos em outras áreas de trabalho &#8211; o que difere esta atividade de outras é o nível de exigência que se pede de algumas das habilidades.</p>
<p>Enumero abaixo três atributos que considero os mais significativos, as habilidades que representam melhor o trabalho do comunicador no mercado de mídia digital. Após tantos anos vivenciando a área, vejo nestes três itens a eficiência necessária para encarar os desafios do mercado. A eles, então:</p>
<p><strong>Humildade</strong><br />
Não existe verdade absoluta nesta área. Como legítima filha da Informática, a internet &#8211; e, por consequência, a web &#8211; apresenta novidades tecnológicas e de comunicação a cada mês. Isso, quando não surge algo novo a cada semana &#8211; mesmo. Desta forma, é muito arriscado afirmar que uma determinada ação é *a* recomendada para se atingir um determinado objetivo. Ela é a mais adequada *naquele momento*; é possível que, pouco tempo após, surja uma nova tecnologia que transforme a anterior em  antiquada. Ou pior, que a tentativa que você fez acabe se provando ineficaz. Sim, isso pode acontecer. Que fique claro que, embora a todos vendam a web como uma mídia ‘madura&#8217;, ainda há muito para descobrir, acertar e errar nesta área. Como medida de segurança para não invalidar o trabalho e o investimento do cliente, cheque o que já foi feito na área com as ferramentas que você irá utilizar. Sempre haverá o risco, mas ele será minimizado.</p>
<p><strong>Curiosidade</strong><br />
Se você deseja ficar em dia com o que acontece neste mercado, não adianta fazer um curso a cada semestre, checar mensalmente as revistas da área e trocar esporadicamente ideias com os colegas. Este método de atualização vale para outras áreas da Comunicação, mas não em um mercado cujo conhecimento se altera em um piscar de olhos. Eleja sites e blogs nacionais e internacionais que você irá checar diariamente; inscreva-se e participe de grupos de discussão; participe de congressos e cursos online. Aproveite que os recursos para atualização nesta área estão quase todos na própria web e vá em frente.</p>
<p><strong>Flexibilidade</strong></p>
<p><strong><br />
</strong>Nunca, em nenhuma outra mídia, foi tão necessário interagir com o público para entendê-lo. É preciso, mais que realizar pesquisas, travar contato direto &#8211; se possível individual &#8211; com os jovens da geração Y, os que mais lidam com a mídia digital. Daí virá a mudança de comportamento &#8211; a *nossa* mudança de comportamento. Antes, não entendíamos o porquê de se ter um perfil no Orkut; agora, é essencial estarmos nas redes sociais para compreender este público. Celular? Vamos usá-los muito além de sua função principal. Twitter? MSN? Assine e use. Não há como lidar com a geração Y sem realizar um trabalho de imersão.</p>
<p>*****</p>
<p>É como um carro em alta velocidade: você, parado na calçada, tenta enxergar alguma coisa, mas pouco vê do veículo &#8211; quanto mais quem está dentro. Assim é o mercado de Comunicação Digital: por mais que você tente congelar o que acontece ao redor, nunca será possível entender 100% do que está acontecendo.</p>
<p>Não, de maneira alguma estou desestimulando profissionais a ingressar nesta área, pelo contrário. Meu objetivo é, sim, clarear a situação, e colocar em suas mãos a escolha de fazer parte ou não deste mercado.</p>
<p>Desta forma, listo abaixo pontos que você deve deixar passar em Comunicação Digital e outros em que é preciso criar um &#8220;slow motion&#8221; mental para não ficar na poeira da evolução do mercado.</p>
<p>&#8212; O que não merece sua atenção</p>
<p><strong>Ser multidisciplinar</strong></p>
<p>Esqueça. Isso é papo de área de RH: em Comunicação Digital, é preciso optar por uma área de estudo e dedicar-se a ela. Por quê? Simples: são inúmeras as possibilidades de atuação neste mercado (o que é bom), mas é impossível abarcar tudo (o que é ruim). Para atender bem os clientes, foque em um segmento, seja Desenvolvimento de Sites, Marketing de Relacionamento Online ou Redes Sociais. Só consegue lidar com ‘tudo ao mesmo tempo, agora&#8217; quem tem muita quilometragem na área. Ou seja, especialização ainda é a palavra-chave.</p>
<p><strong>Competitividade</strong></p>
<p>Ser competitivo é uma coisa, achar que em Comunicação Digital as empresas se estapeiam por um cliente, é mentira deslavada. Embora o mercado não tenha a calma de uma pracinha do interior, ele está longe de ser tão selvagem quanto a disputa de uma conta de agência de publicidade. Desta forma, ainda há espaço para errar &#8211; um status que pode mudar em poucos anos. Sendo assim, experimente: ofereça serviços inovadores, crie métodos que ninguém ousou aplicar, aproxime-se do cliente de uma forma inédita. Hoje, são poucas as empresas de Comunicação Digital que fazem um bom serviço, e quem as sonda e contrata já sabe farejar aquelas que entregam um resultado final satisfatório. Aproveite.</p>
<p>&#8212; O que merece sua atenção</p>
<p><strong>Equipe</strong></p>
<p>A mistura entre autodidatas e os que têm diploma de MBA tem dado bom resultado: o nível das equipes da empresa de Comunicação Digital é de dar orgulho. Muito mais preparadas que equipes de outras áreas de Comunicação &#8211; que, às vezes, resvalam para a intuição e a criatividade e esquecem o foco no negócio do cliente -, os núcleos web já mexem com o perfil dos profissionais do mercado em geral. É um diferencial que não pode ser ignorado.</p>
<p><strong>Futuro</strong></p>
<p>Como adivinhar se um nicho de mercado irá estagnar? Comunicação Interna, por exemplo, teve seu ‘boom&#8217; no final dos anos 70 e início dos 80 e depois ficou parada no tempo até se reinventar. Assessoria de Imprensa era vista como ‘prima pobre&#8217; até poucos anos, e hoje é um segmento mais que estabelecido e acreditado. A Comunicação Digital é promissora porque mexe com uma mídia nova, simples assim. Isso significa que ainda há muito que explorar nesta área e, embora este caminho &#8211; assim como o das outras mídias &#8211; possa ser acidentado (até já foi, vide o estouro da bolha de 2000, e ainda será), as perspectivas são muito boas.</p>
<p>Pronto: agora está em suas mãos. Pese prós e contras e, se for a sua praia, respire fundo e vá em frente.</p>
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